segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

TRES DEPUTADOS ACUSADOS DE PISTOLAGEM




Maceió - O ex-tenente coronel da Polícia Militar de Alagoas Manoel Francisco Cavalcante, que ficou famoso como líder da gangue fardada e responde a vários crimes de pistolagem em Alagoas, prestou depoimento hoje à Justiça, em Maceió. No depoimento, acusou três parlamentares alagoanos no envolvimento no assassinato do ex-cabo da PM José Gonçalves da Silva Filho, em 1996. De acordo com o promotor de Justiça, Marcos Mousinho, o ex-coronel denunciou os deputados estaduais Antônio Albuquerque (PTdoB) e João Beltrão (TRTB), e o deputado federal Francisco Tenório (PMN-AL) de participação na morte de Gonçalves.

"Ele disse que o cabo Gonçalves foi executado porque queria matar o deputado João Beltrão e que o crime teria a participação de Albuquerque e Tenório", afirmou o promotor. Segundo Mousinho, o processo contra os deputados estaduais deverá ser encaminhado ao Ministério Público Estadual. Já a ação contra o deputado federal Francisco Tenório deverá ser encaminhada ao Ministério Público Federal, para denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF). "Eles têm foro privilegiado, por isso serão denunciados em instâncias superiores, enquanto os demais réus no processo deverão ir a júri popular", explicou.


No final dos anos 90, Cavalcante foi acusado de chefiar a gangue fardada, uma quadrilha composta por policiais militares e civis, responsável por vários crimes como assaltos, roubo e desmanche de carros. O ex-coronel nega as acusações, mas está preso desde janeiro de 1998. Antes de ser executado, o ex-cabo Gonçalves acusou Cavalcante de vários crimes a mando do deputado João Beltrão e outros políticos do Estado.

Agencia Estado

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